Alerta para riscos de acidentes ganha peso na época de férias
"Mergulhei e bati a cabeça porque o meu braço enroscou em um bambolê que estava no fundo da água. Outro motivo é que não conhecia a piscina", conta o administrador de empresas Rodrigo Botini, 32 anos, que ficou paraplégico devido a um mergulho mal dado, em 1998, quando estava curtindo um final de semana na piscina da casa de um amigo. "Não devemos megulhar em lugares que não conhecemos, principalmente em lagoas e mares. "Os pais também devem ficar atentos com a molecada nas piscinas dos clubes."
Julho é um mês de férias, é o momento em que muitas pessoas aproveitam para viajar em busca de descanso e diversão. Também é uma época em que acidentes que podem causar lesões medulares traumáticas acontecem com mais freqüência. Dados estatísticos da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) apontam que muitos pacientes lesionados que recebem atendimento na clínica da entidade adquirem paraplegia ou tetraplegia devido a acidentes de carro ocorridos num percurso de uma viagem de férias e durante atividades de lazer. De acordo com o estudo feito pela AACD, os acidentes de trânsito são responsáveis por quase 33% dos casos e figuram em segundo lugar, perdendo apenas para acidentes com armas de fogo (40%). As quedas de altura representam 14%, mergulhos em águas rasas 6,7% e por outras causas (6,3%). O impacto ao bater a cabeça no fundo de piscina, lagoa, rio ou represa, poderá causar fratura em pontos da coluna vertebral. Na maioria dos casos isso significa uma paralisia total ou parcial dos membros inferiores. Para que momentos de lazeres não se tornem verdadeiros pesadelos, causando traumas e sequelas irreversíveis, a melhor medida é a prevenção. Reportagem: Claudete Oliveira Fonte: Sentidos |

