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QUANDO VOCÊ ENCONTRAR UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA.
Muitas pessoas não deficientes não sabem o que fazer quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente".
Esse desconforto pode diminuir ou até mesmo desaparecer. Só precisamos dar oportunidade de convivência entre pessoas deficientes e não-deficientes.
Não faça de conta que a deficiência não existe, pois se você conviver com uma pessoa deficiente e ignorar sua deficiência, você poderá estar relacionando com uma pessoa que você gostaria que ela fosse e não o que ela seja e isso pode ser prejudicial para o relacionamento.
Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la com a sua devida consideração.
Não subestime nem superestime as dificuldades.
As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
DICAS
Deficiência mental
A pessoa com deficiência mental, na maioria das vezes, é carinhosa, disposta e comunicativa. Lembre-se de que a deficiência mental pode ser conseqüência de uma doença, mas não é uma doença , é uma condição de ser.
- Não use palavras como "doentinho" ou "maluquinho", quando se referir a um portador dessa deficiência.
- Cumprimente-o normalmente.
- Quando for uma criança, trate-a como criança. Se for adolescente ou adulto, trate-o como tal.
- Dê atenção. Expresse alegria e converse com ele até onde for possível.
- Evite superproteção. Ajude somente quando for necessário.
- A pessoa portadora dessa deficiência deve tentar fazer tudo sozinha.
- Não vire o rosto ou evite um deficiente mental. Esta é uma realidade que deve ser enfrentada com naturalidade;
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Alguns deficientes mentais atingem idades avançadas. Apesar do comportamento, muitas vezes bem infantil, não os trate apenas como crianças. Ou seja, enquanto for criança, trate-o como criança. Ao se tornar adolescente ou adulto, trate-o como tal. Se você depositar alguma confiança e lhe destinar tarefas que podem ser monitoradas, ele certamente corresponderá.
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A pessoa com paralisia cerebral faz gestos faciais involuntários, anda com dificuldade ou, às vezes, não anda.
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Não se impressione com seu aspecto. Comporte-se de forma natural. Ela merece todo seu respeito.
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Você pode ajudá-la a seguir seu ritmo. Se não entender sua fala (ela pode ter problemas na fala), peça que repita.
Deficiência física ou motora (cadeirante)
O deficiente físico com uma lesão medular é uma pessoa normal como qualquer outra, com a mesma personalidade, forma de pensar, agir e desejos, como antes da lesão. O que difere dos não deficientes é a forma de locomover-se, segurar uma caneta, digitar em um computador e outros, sem que isso diminua ou aumente o seu valor perante a sociedade. Portanto, devemos abordar e tratá-los com naturalidade, sem preconceito ou discriminação.
- Se quiser oferecer ajuda, pergunte antes e nunca insista.
- Caso aceite a ajuda, deixe o deficiente físico dizer como quer ser ajudado.
- Ao ajudar um usuário de cadeira de rodas a descer uma rampa ou degrau, use a marcha a ré. Isso evita que a pessoa perca o equilíbrio e caia para frente.
- Caso tenha curiosidade sobre o defeito físico, pergunte com naturalidade, sem ficar se lamentando sobre o que gerou o defeito físico ou o que isso traz de dificuldades no dia a dia, porque, só assim, a sociedade ficará esclarecida e informada sobre o assunto, diminuindo o preconceito, a discriminação e quebrando tabus e inverdades;
- Caso queira convidar o deficiente para visitar algum lugar, eventos sociais, restaurantes, cinemas, viagens, etc, nunca diga que o lugar é impossível para ele ir. Se conhecer o local, o acesso, expliquem quais são as dificuldades, facilidades e dê a sugestão de pesquisar sobre os assuntos, para que ele analise os prós e contras e decida o que fazer, sem causar transtornos a ele e às pessoas que o cercam.
- Trate naturalmente, converse com naturalidade, fale a respeito de todos os assuntos, mesmo aqueles em que o deficiente não pode atuar fisicamente, como algumas modalidades esportivas, danças, etc. Olhe nos olhos;
- Não segure a cadeira de rodas. Você pode estar querendo ajudar, mas é preciso lembrar que ela faz parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo;
- Se a conversa com um deficiente físico, principalmente se este usar cadeira de rodas, se alongar um pouco, procure sentar. É incômodo ficar olhando para cima;
- Não fique constrangido ao usar os termos "andar" ou "correr". As pessoas que usam cadeiras de rodas também usam estas palavras;
- Fique atento com a presença de barreiras físicas que impeçam que o deficiente possa se deslocar livremente;
- Em muitas cidades já existem vagas especiais para os deficientes físicos estacionarem seus carros. Não ocupe estas, pois isto faz parte de uma grande conquista;
- A arquitetura da maior parte dos prédios não está adaptada para as necessidades especiais destas pessoas. Se de alguma forma você pode influir na construção de qualquer obra, lembre-se de projetar acessos para os deficientes.
Deficiência física (com muletas)
- Antes de ajudar, pergunte se a pessoa quer ajuda e como a quer.
- Acompanhe o ritmo de sua marcha.
- Tome cuidado para não tropeçar nas muletas.
- Deixe as muletas sempre ao alcance da pessoa portadora de deficiência.
- Nunca pegue no braço de alguém usando bengalas, muletas ou andadores, pois isso poderá derrubá-lo.
PESSOAS CEGAS OU COM DEFICIÊNCIA VISUAL
- Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.
- Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.
- Sempre é bom você avisar antecipadamente a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajeto.
- Num corredor estreito, por onde só possa passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar a seguir você.
- Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
- Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e especifico possível, de preferência indique as distancias em metros ("uns vinte metros a sua frente").
- Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha também uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.
- Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.
- As pessoas cegas ou com visão subnormal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas.
- No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.
- Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar.
- Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.
- Quando for embora, avise sempre o deficiente visual.
PESSOAS SURDAS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA
- Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial, outras não.
- Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque em seu braço levemente.
- Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar.
- Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta.
- Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela.
- Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.
- Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto.
- Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas.
- Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.
- Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.
- Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas.
- Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.
- Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.